5ª Edição do Principal Evento Orgânico Internacional da América Latina

 


Conferência BioFach Brasil 2003

Dia 25
de
Setembro

Salão Principal

10.30hs - 11.20hs: Mercado Orgânico

Um olhar sobre o marketing orgânico
Bernward Geier
(Diretor de Relações Internacionais do IFOAM)

A palestra deu uma visão mundial sobre o desenvolvimento da agricultura orgânica e seus mercados local e internacional. Bernward apresentou também a fascinante diversidade de mercados e estratégias de marketing no setor orgânico.

Mercado Orgânico no Brasil: Percepção do Consumidor
Moacir Darolt 
(Pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR)

Darolt apresentou as principais motivações para o consumo de produtos orgânicos, as possibilidades de haver um envolvimento maior do consumidor na cadeia produtiva de alimentos sustentáveis, e mostrou ainda o perfil do consumidor orgânico. 

11.20hs - 12.30hs: Legislação e Certificação de Orgânicos no Brasil

Rogério Dias  (Coordenador do Colegiado Nacional de Produção Orgânica do Ministério da Agricultura)

Destaque para a proposta que o Ministério da Agricultura encaminhou para o PPA 2004 a 2007 para o desenvolvimento da agricultura orgânica. Este programa consta de 6 ações que vão da Área de Certificação à Fomento, passando por Promoção Comercial, Transferência de Tecnologia e Capacitação de Técnicos e Produtores. 

Maria Fernanda Fonseca  (Pesquisadora da PESAGRO)

Os processos de certificação de produtos oriundos de sistemas orgânicos de produção
e processamento no Brasil sempre foram objeto de discussão entre os atores envolvidos
na agricultura orgânica. Além da certificação por auditagem, construímos o processo de certificação participativa reconhecido nacional e regionalmente. 

Alexandre Harkaly  (Diretor do Instituto Biodinâmico - IBD)

A palestra abordou histórico, estrutura, normas e legislações da certificação no mundo, 
no Brasil com dados estatísticos. O Brasil passa por um momento de crescimento
do movimento orgânico, com perspectivas positivas enquanto o setor puder crescer de forma sistemática e organizada. A situação atual mostra-se contrária à afirmação acima, sendo assim, a palestra discorreu sobre as conseqüências e problemas derivados da falta de normatização e sugeriu soluções possíveis.

Paulo Lenhardt  (Rede ECOVIDA)

Apresentação de um breve relato do que é a REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA, seu processo de certificação participativa e de resgate social que ela, como movimento de pequenos agricultores, ONGS de assessoria, cooperativas de consumidores, pequenos comerciantes e pequenas agroindústrias protagoniza.

14.00hs - 14.30hs: Padrões de Comércio Orgânico para o Mercado da América do Sul

Pipo Lernoud  (Vice Presidente da IFOAM)

Panorama geral do desenvolvimento da agricultura orgânica na América Latina. Seus mercados internos, os problemas que enfrenta. A exportação, quais os principais mercados e suas características. Regulamentação e Normas. Oportunidades para a agricultura orgânica no continente. Significado social da agricultura orgânica.

14.30hs - 16.30hs: Painel: Mercado Orgânico Brasileiro: Perspectivas e Desafios
Yara Carvalho  (Presidente da AAO)

O mercado brasileiro de orgânicos passa pelas transformações que caracterizam sua evolução através do mundo. No Brasil, como lá fora, a agricultura orgânica se desenvolveu fundamentalmente associada à agricultura familiar. Entre nós, caracterizou-se também como uma estratégia de capitalização e inserção no mercado. O maior interesse do consumidor tem atraído novos produtores ao mercado, acirrando a competição em todos os elos da cadeia produtiva. 

Fernando Augusto de Souza (Presidente da AECO - Gerente Geral da KORIN)

Sugestões da AECO para o desenvolvimento do mercado orgânico brasileiro: criar novas formas de comercialização além do supermercado; tecnologia e pesquisa: trazer o Governo e outros órgãos públicos para pesquisar novas tecnologias de plantio. Questão tributária: sensibilizar o Governo Federal para a diferenciação de tributação para os produtos orgânicos.

Maria Cristina Neves (EMBRAPA Agrobiologia)

O mercado de orgânicos no Brasil tem sido beneficiado pelas reiteradas notícias de contaminação de alimentos com agrotóxico. Embora sem uma estatística oficial, estima-se que 10% do volume total do mercado orgânico de cerca de US$ 260 milhões/ano, sejam negociados internamente. O aumento desse mercado depende da organização dos produtores já existentes, mas também da conversão dos sistemas convencionais para sistemas orgânicos de produção. 

Pierre Landolt (Fazenda Tamanduá)

A Fazenda Tamanduá, dirigida por Pierre Landolt, é pioneira e modelo da agricultura orgânica no semi árido paraibano, tendo os seguintes produtos certificados pelo IBD : Manga in natura; Manga desidratada; Queijos de tipo coalho, ricota, Saint Paulin e Reblochon; Mel de abelha. Para produzir, foram desenvolvidas técnicas apropriadas poupando os parcos recursos disponíveis, diversificando e integrando as explorações vegetais, animais e florestais. Os produtos da Fazenda Tamanduá são comercializados no mercado interno e também são exportados. Pierre Landolt levantou os problemas, entraves e soluções encontradas à luz dos 26 anos de experiência nordestina da Fazenda Tamanduá.

Felipe Sampaio (Fundação Lyndolpho Silva)

Contexto histórico: agricultura familiar, o modelo de vantagens comparativas e políticas públicas para os países em desenvolvimento; avaliação das políticas de desenvolvimento local e de políticas para a comercialização voltadas para a agricultura familiar no Brasil; impacto da estratégias de marketing de massa e do modelo "Compro, logo existo" nos territórios e na agricultura familiar; a importância da sinergia orgânicos-comércio ético e solidário; enfoque territorial, para construção coletiva de um novo mercado, livre para todos.

Vital de Carvalho Filho (STD/MDA)

Mercado Brasileiro Orgânico.
Agricultor familiar: caracterização, importância, 
principais produtos e viabilidade de produção.
Principais dificuldades 
Ações de apoio do Ministério do Desenvolvimento
Agrário ao setor orgânico.
Principais produtos da Agricultura Familiar com potenical orgânico.

 

Sala A

10.30hs - 11.15hs: Soja Orgânica

Daniel Johannot (BioCrush)

O conceito que há por trás da BioCrush s.a. Nossa parceria com os produtores orgânicosna Bolívia e os compradores internacionais do nosso produto. Construindo pontes entre o Norte e o Sul. Um exemplo concreto de uma colaboração duradoura e sustentável.

Antonio Wünsch (Cotrimaio)

A produção orgânica na Cotrimaio iniciou-se em 1999, com a soja orgânica em conversão. Acompanhamento técnico orientado pela UNITEC - Cooperativa . Certificação pela ECOCERT.
A comercialização é realizada pela Cotrimaio, 157 produtores participam do programa, totalizando 963 hectares. Lançamento da soja orgânica com a marca Cotrimaio em embalagem de 500gr e 30Kg. Outros produtos: trigo, milho, centeio e leite. Inaugurada em julho uma loja de produtos orgânicos: arroz, farinhas, sucos, erva-mate, vinhos e produtos hortifrutigranjeiros.

11.30hs - 12.15hs: Café Orgânico

Sérgio Pedini (EAMF)

Apresentação dos princípios básicos que norteiam a produção de café orgânico e as implicações do processo de normatização e certificação; Sustentabilidade da lavoura cafeeira; Mercado e Comercialização do café orgânico: dados estatísticos, particularidades, preparação para o mercado, experiência de sucesso; Organização: conceito e experiências; Mercado solidário de café orgânico.

Nathan Herszkowicz (Sindicafé-SP)

Cenário da comercialização dos cafés orgânicos torrados e moídos, com a evolução da demanda, marcas mais comercializadas, participação no ponto de venda, preços médios e máximos. Comparativo com as demais categorias de cafés. Expectativas para o futuro próximo.

 

Sala C

10.30hs - 11.15hs: Carne Orgânica
Homero Figliolini (ABPO / Associação Brasileira de Pecuária Orgânica)

A Associação Brasileira de Pecuária Orgânica - ABPO, foi criada em 2001. Seu objetivo é acompanhar todos os estágios da produção de carne orgânica no Brasil, garantindo que o produto siga padrões internacionais. Esta apresentação trará um panorama do mercado nacional e internacional da carne orgânica.

José Amaral Neto (OIA Brasil)

Apresentação da experiência de certificação da carne bovina orgânica da Organização
Internacional Agropecuária no Brasil e Argentina. Comparação das normas brasileiras e internacionais  de pecuária bovina de corte orgânica e discussão das dificuldades
atuais de certificação e comércio da carne orgânica no brasileira no mercado interno e internacional. Discussão dos principais pontos críticos do processo de certificação da produção de carne orgânica no Brasil: rastreabilidade, sanidade animal, certificação de insumos orgânicos, suplemantação alimentar, bem estar animal e biodiversidade na pecuária, requisitos de rastreabilidade e de controles de qualidade das plantas de processamento de carne orgânica. 

11.30hs - 12.15hs: Perspectivas para a Produção de Frango Orgânico

Luiz Carlos Demattê (Korin)

Demattê abordou aspectos relativos à produção do frango orgânico, normas de certificação, dificuldades atuais com relação aos custos de produção, estratégias para superar essas dificuldades, Perspectivas de produção e de mercado para o frango orgânico. Também ressaltou a importância do desenvolvimento do produto orgânico em função das recentes questões levantadas pelos meios científicos , com relação ao uso de antibióticos, quimioterapicos e prom. de crescimento em produção animal no desenvolvimento de resistência bacteriana cruzada para seres humanos,abrangendo as questões sobre segurança alimentar. 

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